Ela

Ela me gerou
Ela me amou antes de estar aqui
Ela falou comigo mesmo quando eu não entendia
Ela me afagou, me carregou, me beijou
Ela me amparou, me ensinou, me ajudou
Ela me ouviu, brincou comigo
Ela foi dura, me deu broncas, até uns tapinhas
Ela conversou, aconselhou, ouviu (e como!)
Ela soube me esperar, não soube me esperar, me esperou, esperou, esperou...
Ela me deu banho, me trocou, me limpou, me alimentou
Ela esteve comigo, em qualquer momento, em qualquer situação
Ela aceitou, não aceitou, e brigou, de novo e perdôou, como perdôou
Ela é importante demais pra mim, ela sabe
Ela é minha MÃE, indo no clichê:
A MELHOR MÃE DO MUNDO!!!
Amo muito essa figura que é minha mãe
Guerreira, competente, humana, amiga, compreensiva, sem adjetivos
Obrigado por tudo sempre! Obrigado por estar ao lado de meu Pai, outro Guerreiro que amo muito!
Fica com Deus!
Beijo do seu filho!
p.s.: foto de 1980
Escrito por Ruy Balla às 18h33
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Grande Mazzei!
Vou reproduzir aqui um texto que escrevi para o blog do meu amigo, mestre, ídolo Julinho Mazzei. Ele convidou e lógico que não neguei. Em parte conta o que me incentivou a ser radialista, o início de tudo em minha vida.
Espero que goste.
"Em 1976, eu e minha família voltamos para São Paulo, pois meu pai trabalhava em uma multinacional e acabamos indo morar em Recife e no Rio de Janeiro por vários anos. Na época, a Disco Music já tomava conta do Brasil e nas cidades que morava, mas era em Sampa que a coisa acontecia de verdade. Acho que foi em 1977 quando ouvi a Rádio Difusora pela primeira vez em São Paulo. A rádio não tinha uma super transmissão, afinal era AM, mas era muito boa. Acredito que foi lá que ouvi o Big Apple Show do Julinho pela primeira vez. Lembro de colocar o meu gravador Panasonic para gravar o programa pelo alto falante do som do Chevetinho de meu pai. Eram aqueles aparelhos que tinham o microfone embutido. Imagina eu gravando, sem poder abrir a boca, pois senão vazaria tudo. Nem eu acredito que fazia isso. Que loucura!! Ficava curtindo os sons a semana inteira e passava mal com a locução do Mazzei. Quando ele falava em inglês então era o máximo!!
A partir daí, comecei a querer aprender a língua com mais afinco. Era apaixonado por cinema e comecei a assistir aos filmes mais de uma vez. Na primeira prestava atenção, lia a legenda e nas outras tentava entender sem ler. Para você ter uma idéia, só o Star Wars e o 007 - O Espião Que Me Amava, assisti pelo menos umas 12 vezes lá no Cine Hawai da Rua Turiassú. Louco demais!! Assim eu poderia sacar um pouco mais as frases que Julinho falava. Claro que comprei um dicionário de inglês/português para sacar melhor…tenho até hoje, é mole? E por ai a coisa foi, depois Transamérica, Antena 1 e a Jovem Pan.
Não posso esquecer da Rádio Pool nos anos 80, que era onde o Julinho arrebentava. Se eu não estiver enganado, eu devo ter umas 30 fitas K7 com alguns horários dele. E as músicas?…”o que é que é isso!…como diria o Hamilton “Banana” Vessi. Uma das minhas favoritas era a música do Steve Arrington - “Dancin’ In The Key Of Life”, talvez pra mim a que mais marcou a rádio, junto com todas do Paul Hardcastle. Uma vez, ganhei um prêmio e fui buscar lá na praça Osvaldo Cruz (será?). Pedia a moça da recepção se poderia ver o Julinho. E ai??? Claro, que deu!! Lembro de ter ficado paralisado completamente frente a meu ídolo maior. Ele foi gente finíssima, como sempre e nunca mais vou esquecer desse dia. Para voce ter uma idéia, meses depois pedi para fazer um teste de locução na rádio. Ele me arrumou, mas foi ridículo. Nem sabia o que significava “modular” que o técnico me pediu…Nunca tinha feito nada, curso ou algo parecido.
Voltando um pouco no tempo, em 1982 fui para New York, e lógico em posse do endereço que o Julinho passava no ar, tentaria encontrá-lo. Como ele falava muito rápido eu anotei tudo errado e dei com a cara na porta. Foi uma decepção grande, mas eu sabia que um dia iria poder falar com ele pessoalmente. Até porque tentei algumas vezes ligar para o número que ele passava, além de não conseguir, meu pai ficava uma fera com aquelas ligações para os EUA. Todas caíam em outras casas. Eu perguntava -“Is this Julinho Mazzei’s number???… No, I’m sorry”, alguém respondia.
Eu jogava futebol (queria ser profissional), fazia jornalismo de manhã e queria ser radialista, imagina a “salada”…ia para as aulas na PUC com meu Walkman, ia para o treino com ele, depois em casa ouvi as fitas que conseguia gravar,era fanático mesmo. Tanto que um treinador meu da época do São Paulo me falou: “Ruy meu filho, você poderá ser um ótimo jogador, conhece a coisa,é novo, mas esquece isso, vai correr atrás de ser radialista pois esse é o seu destino”, seu Firmo me disse. Uma contusão forte e grave no tornozelo na época faz com que eu desistisse de ser jogador mesmo. E assim comecei a traçar esse meu “destino” que já estava traçado.
Mais em frente no tempo, já nos anos 80 quando Julinho fazia o Radio Flight, ele também era o comandante das tardes da Pan. Eu gravava quase todo Sábado e também alguns horários da tarde. Imagina, eu trabalhava numa locadora que tinha um sonzinho só para gravar, é mole??? Parti então para fazer um curso de locução que o César Rosa deu junto com o próprio Julinho. Começava minha vida de radialista. Encontrei com o Julinho algumas vezes depois, pois a turma que ele ensinou foi uma depois da minha. Ele sempre muito bacana comigo, apesar de eu ser um Zé Mané.
Meu pai foi tocar um negócio em sociedade em Ribeirão Preto e justo quando estava terminando o curso. Não tive dúvidas, pedi uma força para o César e para o Julinho em alguma rádio de lá. Fui parar na Clube FM do Paulo Pizani, onde iniciei de vez. Aprendi muito lá, fiz de tudo e devo muito a eles esse “empurrãozinho”. Foi fundamental.
Me lembro bem do Paulo Pizani, o dono da rádio me falando depois de me ouvir algumas vezes no ar: “Voce tem que imitar o Julinho porra!!!…ele é o cara!!”. Se você fizer isso vai arrebentar, vai se destacar pra valer.” Eu não queria imitar, mas busquei meu estilo super baseado no Julinho e graças a Deus deu certo e continua dando.
Me orgulho de ser comparado ao Julinho. É sensacional isso. Estou muito longe de ser um pedaço do que o Julinho foi e é como locutor, mas vou sempre tentando.
A Rádio Clube retransmitia alguns programas do Julinho, acho que era o Radio Flight, mas me lembro de sempre que ia a Sampa nessa época, gravava o New York Express na Bandeirantes FM. Outro programa sensacional.
Fui algumas vezes fui para Santos e até os horários do Julinho na extinta 95 FM eu gravei.
Lembro também de meu falecido e saudoso irmão Paulo, que também era fã ardoroso do Julinho me falar: “Ruyzão, o Mazzei é demais, mas você também arrebenta!!”. E eu, claro, me enchia de moral, pois meu irmão era muito ligado a mim, curtia muito o meu trabalho.
Depois veio o L&M Music na Transamérica. Eu gravava o programa todo Domingo. Acredito ter todos os programas em casa. Até minha mãe entrou na dança e gravou vários para mim quando eu não podia. Minha mãe que aliás me falava para gravar e aprender com o Julinho. Sábia mão que eu tenho, não é???
Eu era tão fã, que acreditava sacar quando ele fazia o programa e não estava legal, ou com alguma coisa, sei lá, magoado, chateado. Não que isso transparecesse, mas eu acreditava saber.
Até minha vinda para a Transamérica pela primeira vez teve a ver com o Julinho. Mas essa é uma história para uma outra vez.
Hoje me considero além de fã, amigo do Julinho e admiro muito a pessoa que ele é, sem contar o apurado gosto musical, a categoria, a cultura. Meu pai sempre foi e ainda é meu grande mentor, meu ídolo, como outros que tenho, mas o Julinho com certeza tem lugar de destaque em minha vida."
O Julinho me ensinou muito, mesmo à distância, se você quiser saber um pouco mais dessa grande figura, confira no You Tube o documentário sobre sua história que foi parar sabe como na internet. Procure por 'Julinho Mazzei Universo DJ'. Está dividido em várias partes, dá para conferir em uma delas meus depoimentos também.
Espero que curtam o bom e velho Mazzei!!!
Abraços
Escrito por Ruy Balla às 16h55
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