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Blog de Ruy Balla
 


O DJ, essa figura...

Desde quando comecei a trabalhar em rádio tive muitos amigos DJs, e como toda amizade, muitos legais, outros nem tanto. Mas sempre essas figuras fizeram parte de minha carreira, de minha vida. Até porque sempre gostei da função, do cara que deixa a galera enlouquecida nas pistas (nem sempre também), que lança as novas, etc,etc.

Quando era novo ia aos Clubs, boates, discotecas, danceterias, e sempre ficava observando os DJs. Muitas vezes chegava e perguntava algo, o nome daquele som, quem cantava, somente anos depois fui sacar que os caras não curtem muito essa "perturbação".

O DJ precisa estar ligado, concentrado, os melhores que conheci ficam assim, meio que hipnotizados, trabalhando focados no que está acontecendo com a pista. Certos estão eles, teria que ser assim com todos, mas deixa isso pra outro texto.

O primeiro grande amigo DJ que tive foi uma figura chamada Serginho "Mora", lá na Rádio Clube de Ribeirão, onde comecei. "Mora" era (e ainda é) um daqueles caras apaixonado por música, colecionador, compenetrado, com um excelente gosto musical. Lembro que perguntava tudo a ele, técnicas, detalhes, edição, ele era o DJ e operador da rádio na época. E o mais legal é que ele tinha paciência para mostrar. Fizemos uma grande amizade, ele me ajudou muito. É uma excelente pessoa e grande profissional.

Desde então fiz grandes amigos que tocavam, Leonel Bosi que era o DJ do clube Recreativa, Tom, amigo e colega locutor, Waltinho Ponce outra figura com quem fiz várias parcerias. Todos grandes profissionais em Ribeirão Preto e que me marcaram.

Quando morei em Portugal o DJ da rádio era o Jorginho, se você visse a figura diria que ele é qualquer coisa, menos DJ. Hoje a fera é um dos grandes produtores lusos. E me ensinou muito também.

Sempre dei minhas "tocadas", junto com os amigos, em festas que eles me passavam, em casa...Me considero um pouco DJ também, adoro "virar", uma época era até um vício fazer sequências.

Quando tinha uns 16 anos comecei com meu irmão e mais um amigo uma "equipe" para locar som e luz para festas. Imagina tinhamos uma Luz Nwegra, um Estrobo e uma ripinha de madeira com 6 lâmpadas coloridas em sequência que piscavam graças a pastilhas colocadas no soquete. Era hilário, mas fazia um efeito legal. Eu e meu irmão eramos os DJs e os 2 discos "New Yor City Discoteque" (sei que Memê também usou muito esses vinis também) da boate de sucesso no Rio, eram nossos aliados. "Mixavamos" do vinil para o cassete, era uma "cruzada" de música, samba total, depois aprendemos mais, só que no início era assim, e vamos em frente, baladas, disco, funk, rock...também o resto dessa história fica para uma outra vez.

Em São Paulo quando cheguei na Transamérica tive a oportunidade de fazer uma amizade com um dos caras que eu mais admirava: Silvio Calmon. Ele foi fundamental para eu estar na Transamérica em 1994. O Silvio me indicou por um piloto que havia mandado para o Julinho Mazzei...depois eu conto essa história.

Com o Silvio conheci Granmaster Ney (um dos melhores DJs de Black do Brasil), Irai Campos (outra figura), Ronaldo Gasparian e ai fui conhecendo uma galera da área, Memê, Rodrigo Vieira,Gregão (meeens!) Guedes, Silvio Muller, Ronaldinho, mais recentemente Rubinho, Celsinho, Silvinho, Betão, Tubarão, Daniel Marques.

Tive mais amizades com alguns, mas todos sempre foram importantes para minha vida. Admiro os DJs por N razões, hoje apesar de achar que muitos que começaram há pouco pensam somente no status, na grana e são muito egocêntricos. Mas eles fazem parte da cultura musical de nosso país.

Lembro bem de uma época em que ia na Zoom em Santos e curtia o saudoso Ricardo Lamounier tocando. Aquilo era um show, rolava a abertura com uma clássica, luzes todas sincronizadas, eu babava mesmo. Se não me engano o Lamounier ia para abrir as boates Zoom em todo o Brasil. Ficava um tempo e depois voltava para o Rio. Que artista, roupas brilhantes, estilo "cool", desligadão, tocando só sucessos, ousando, inovando. Ele era o cara, ele dava show.

Numa próxima conto um pouco dos DJs que vi tocar, nas matinês, nos Estados Unidos, nos shows do Chic Show, Black Mad no Palmeiras que fui muitas vezes, dos DJs de rap e hip hop dos anos 80, quanta história.

Os DJs sempre tiveram importante papel na música nacional e em minha vida, obrigado aos amigos de fé que tive e tenho nessa profissão, que Deus abençoe a todos!

Beijos



Escrito por Ruy Balla às 15h46
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