Rio

O ano era 1976, já havíamos morado em Recife por 4 anos e meu pai mais uma vez era transferido na sua empresa para cuidar de uma filial. Desta vez fomos morar no Rio de Janeiro.
Já conheciamos a cidade maravilhosa, os pontos turísticos, praias, e tudo mais. Meu pai trabalhou muitas vezes lá antes de irmos morar. E em algumas delas levou minha mãe e os dois filhos pentelhinhos junto.
Mas morar seria diferente, e lá vamos nós, Cristo Redentor braços abertos sob a Guanabara nos esperando. Os primeiros tempos ficamos no Hotel Nacional , aquele prédio redondo em São Conrado (se não me engano). Muito doido, morar num hotel, os funcionários conheciam a gente, mas não dava pra ficar sem uma casa de verdade. Vamos procurar onde morar, claro.
O bairro escolhido foi a Tijuca, tradicional, alegre, gostoso. A rua foi a Professor Gabiso, perto de um clube que acredito ser o Tijuca Tênis. Tudo parecia estar certo.
Só que deixamos 4 anos de amizades, de alegrias, de uma vida muito legal em Pernambuco. Foi duro, pois eu e meu irmão éramos crianças ainda, 11, 12 anos...
Era mais um desafio, e precisavamos ir em frente, não tinha outro jeito.
O Colégio que fomos estudar era bacana, tradicional, Colégio Guanabara, bem perto de casa. Começa a adaptação, novos colegas, professores, estilo de tudo...mas fomos indo.
Entramos para a equipe de futebol da escola, fomos conquistando a galera, ai as coisas foram mudando.
Na nossa rua a vizinhança era show de bola. Garotos e garotas muito legais, fomos nos enturmando, aprendendo, convivendo. Não lembro o nome de ninguém de lá, mas foram marcantes. Principalemnte uma garota mais velha (tinha uns 15), que era a preferida da molecada. Ela era espertíssima, dava nó em todo mundo e deixava todos de boca aberta, em todos os sentidos. Nos bailinhos da rua a galera fazia fila pra dançar lenta com ela. Muito engraçado! Aqueles frangotes todos esperando para dançar com a garota mais velha...
Perto lá de casa o Maracanã, fomos assistir jogos memoráveis no então maior do mundo. Meu irmão vascaíno que já era , delirava a cada partida da equipe cruzmaltina. Na verdade qualquer jogo na época valia a pena. Lembro bem de um Brasil e Colômbia, 6 a 1 para nós, mas esse jogo vale uma outra história a parte.
Meu pai na época comprou um disco que marcou minha vida de maneira contundente: "Songs in the Key of life", do mestre Stevie Wonder.
Era um álbum duplo, mais um compacto (meu Deus!), que valia cada faixa, incluindo o mega sucesso da época: "Isn't she lovely".
Foi a trilha sonora minha e de meu irmão por muito tempo, pelo menos naquele ano.
Nosso primeiro cachorro também estava lá, o querido Faruk, um Collie (raça da Lassie do cinema) sensacional, amigo, carinhoso, lindo.
Meus pais nos levavam em vários lugares sempre, mas meu tio Ruy e sua esposa Graça também moravam no Rio e nos levavam para Grumari, lá brincávamos de pegar onda, curtiamos demais. Na Quinta, São Conrado, e por ai vai.
'Viramos' cariocas, já amava o Rio e a notícia ruim chegou: meu pai foi chamado de volta a matriz, precisavam dele para um cargo importante em São Paulo. OK, a posição de meu Pai na emprersa era muito importante, precisavam dele mesmo, mas tudo bem afinal era pra São Paulo que voltaríamos, nossa cidade.
Mas e as amizades novamente, a escola, a vida que já estava adaptada, os bailinhos, passeios, a vida ??? Não teve jeito, até o pequeno Faruk tivemos que doar, não dava para ter um cachorro no nosso apartamento pequeno de São Paulo.
Foi tudo muito triste, difícil, afinal de contas éramos crianças e já haváimos passado por isso dolorosamente antes.
E assim se fez, volatmos pra cá e seguimos a vida.
Hoje eu vejo com saudades esse ano de 76 no Rio, mas graças a Deus tivemos aqueles momentos de nossas vidas por lá. Não há nada no mundo que pague a experiência que vivemos em todos os lugares que morei com minha família, tristezas, laços perdidos, coisas deixadas para trás, porém muita alegria, ótimas lembranças e um carinho enorme.
Só tenho que agradecer a Deus e a meus pais por termos vivido isso, são coisas assim que ensinam de certa forma a sermos pessoas, seres humanos, a crescermos, aprendermos. Foi muito bom.
Voltei algumas vezes ao Rio, não quis ir até a rua, ao colégio, não sei a emoção, mas um dia irei. É uma pena que a cidade mudou tanto, a violência, os problemas sociais. Mas não importa, nada vai tirar de minha memória as boas recordações.
Aliás preciso levar minha filha conhecer a cidade que acolheu seu pai um dia.
Valeu demais, histórias que nunca irei esquecer.
Obrigado Rio!
Escrito por Ruy Balla às 18h32
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Ela

Ela me gerou
Ela me amou antes de estar aqui
Ela falou comigo mesmo quando eu não entendia
Ela me afagou, me carregou, me beijou
Ela me amparou, me ensinou, me ajudou
Ela me ouviu, brincou comigo
Ela foi dura, me deu broncas, até uns tapinhas
Ela conversou, aconselhou, ouviu (e como!)
Ela soube me esperar, não soube me esperar, me esperou, esperou, esperou...
Ela me deu banho, me trocou, me limpou, me alimentou
Ela esteve comigo, em qualquer momento, em qualquer situação
Ela aceitou, não aceitou, e brigou, de novo e perdôou, como perdôou
Ela é importante demais pra mim, ela sabe
Ela é minha MÃE, indo no clichê:
A MELHOR MÃE DO MUNDO!!!
Amo muito essa figura que é minha mãe
Guerreira, competente, humana, amiga, compreensiva, sem adjetivos
Obrigado por tudo sempre! Obrigado por estar ao lado de meu Pai, outro Guerreiro que amo muito!
Fica com Deus!
Beijo do seu filho!
p.s.: foto de 1980
Escrito por Ruy Balla às 18h33
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Grande Mazzei!
Vou reproduzir aqui um texto que escrevi para o blog do meu amigo, mestre, ídolo Julinho Mazzei. Ele convidou e lógico que não neguei. Em parte conta o que me incentivou a ser radialista, o início de tudo em minha vida.
Espero que goste.
"Em 1976, eu e minha família voltamos para São Paulo, pois meu pai trabalhava em uma multinacional e acabamos indo morar em Recife e no Rio de Janeiro por vários anos. Na época, a Disco Music já tomava conta do Brasil e nas cidades que morava, mas era em Sampa que a coisa acontecia de verdade. Acho que foi em 1977 quando ouvi a Rádio Difusora pela primeira vez em São Paulo. A rádio não tinha uma super transmissão, afinal era AM, mas era muito boa. Acredito que foi lá que ouvi o Big Apple Show do Julinho pela primeira vez. Lembro de colocar o meu gravador Panasonic para gravar o programa pelo alto falante do som do Chevetinho de meu pai. Eram aqueles aparelhos que tinham o microfone embutido. Imagina eu gravando, sem poder abrir a boca, pois senão vazaria tudo. Nem eu acredito que fazia isso. Que loucura!! Ficava curtindo os sons a semana inteira e passava mal com a locução do Mazzei. Quando ele falava em inglês então era o máximo!!
A partir daí, comecei a querer aprender a língua com mais afinco. Era apaixonado por cinema e comecei a assistir aos filmes mais de uma vez. Na primeira prestava atenção, lia a legenda e nas outras tentava entender sem ler. Para você ter uma idéia, só o Star Wars e o 007 - O Espião Que Me Amava, assisti pelo menos umas 12 vezes lá no Cine Hawai da Rua Turiassú. Louco demais!! Assim eu poderia sacar um pouco mais as frases que Julinho falava. Claro que comprei um dicionário de inglês/português para sacar melhor…tenho até hoje, é mole? E por ai a coisa foi, depois Transamérica, Antena 1 e a Jovem Pan.
Não posso esquecer da Rádio Pool nos anos 80, que era onde o Julinho arrebentava. Se eu não estiver enganado, eu devo ter umas 30 fitas K7 com alguns horários dele. E as músicas?…”o que é que é isso!…como diria o Hamilton “Banana” Vessi. Uma das minhas favoritas era a música do Steve Arrington - “Dancin’ In The Key Of Life”, talvez pra mim a que mais marcou a rádio, junto com todas do Paul Hardcastle. Uma vez, ganhei um prêmio e fui buscar lá na praça Osvaldo Cruz (será?). Pedia a moça da recepção se poderia ver o Julinho. E ai??? Claro, que deu!! Lembro de ter ficado paralisado completamente frente a meu ídolo maior. Ele foi gente finíssima, como sempre e nunca mais vou esquecer desse dia. Para voce ter uma idéia, meses depois pedi para fazer um teste de locução na rádio. Ele me arrumou, mas foi ridículo. Nem sabia o que significava “modular” que o técnico me pediu…Nunca tinha feito nada, curso ou algo parecido.
Voltando um pouco no tempo, em 1982 fui para New York, e lógico em posse do endereço que o Julinho passava no ar, tentaria encontrá-lo. Como ele falava muito rápido eu anotei tudo errado e dei com a cara na porta. Foi uma decepção grande, mas eu sabia que um dia iria poder falar com ele pessoalmente. Até porque tentei algumas vezes ligar para o número que ele passava, além de não conseguir, meu pai ficava uma fera com aquelas ligações para os EUA. Todas caíam em outras casas. Eu perguntava -“Is this Julinho Mazzei’s number???… No, I’m sorry”, alguém respondia.
Eu jogava futebol (queria ser profissional), fazia jornalismo de manhã e queria ser radialista, imagina a “salada”…ia para as aulas na PUC com meu Walkman, ia para o treino com ele, depois em casa ouvi as fitas que conseguia gravar,era fanático mesmo. Tanto que um treinador meu da época do São Paulo me falou: “Ruy meu filho, você poderá ser um ótimo jogador, conhece a coisa,é novo, mas esquece isso, vai correr atrás de ser radialista pois esse é o seu destino”, seu Firmo me disse. Uma contusão forte e grave no tornozelo na época faz com que eu desistisse de ser jogador mesmo. E assim comecei a traçar esse meu “destino” que já estava traçado.
Mais em frente no tempo, já nos anos 80 quando Julinho fazia o Radio Flight, ele também era o comandante das tardes da Pan. Eu gravava quase todo Sábado e também alguns horários da tarde. Imagina, eu trabalhava numa locadora que tinha um sonzinho só para gravar, é mole??? Parti então para fazer um curso de locução que o César Rosa deu junto com o próprio Julinho. Começava minha vida de radialista. Encontrei com o Julinho algumas vezes depois, pois a turma que ele ensinou foi uma depois da minha. Ele sempre muito bacana comigo, apesar de eu ser um Zé Mané.
Meu pai foi tocar um negócio em sociedade em Ribeirão Preto e justo quando estava terminando o curso. Não tive dúvidas, pedi uma força para o César e para o Julinho em alguma rádio de lá. Fui parar na Clube FM do Paulo Pizani, onde iniciei de vez. Aprendi muito lá, fiz de tudo e devo muito a eles esse “empurrãozinho”. Foi fundamental.
Me lembro bem do Paulo Pizani, o dono da rádio me falando depois de me ouvir algumas vezes no ar: “Voce tem que imitar o Julinho porra!!!…ele é o cara!!”. Se você fizer isso vai arrebentar, vai se destacar pra valer.” Eu não queria imitar, mas busquei meu estilo super baseado no Julinho e graças a Deus deu certo e continua dando.
Me orgulho de ser comparado ao Julinho. É sensacional isso. Estou muito longe de ser um pedaço do que o Julinho foi e é como locutor, mas vou sempre tentando.
A Rádio Clube retransmitia alguns programas do Julinho, acho que era o Radio Flight, mas me lembro de sempre que ia a Sampa nessa época, gravava o New York Express na Bandeirantes FM. Outro programa sensacional.
Fui algumas vezes fui para Santos e até os horários do Julinho na extinta 95 FM eu gravei.
Lembro também de meu falecido e saudoso irmão Paulo, que também era fã ardoroso do Julinho me falar: “Ruyzão, o Mazzei é demais, mas você também arrebenta!!”. E eu, claro, me enchia de moral, pois meu irmão era muito ligado a mim, curtia muito o meu trabalho.
Depois veio o L&M Music na Transamérica. Eu gravava o programa todo Domingo. Acredito ter todos os programas em casa. Até minha mãe entrou na dança e gravou vários para mim quando eu não podia. Minha mãe que aliás me falava para gravar e aprender com o Julinho. Sábia mão que eu tenho, não é???
Eu era tão fã, que acreditava sacar quando ele fazia o programa e não estava legal, ou com alguma coisa, sei lá, magoado, chateado. Não que isso transparecesse, mas eu acreditava saber.
Até minha vinda para a Transamérica pela primeira vez teve a ver com o Julinho. Mas essa é uma história para uma outra vez.
Hoje me considero além de fã, amigo do Julinho e admiro muito a pessoa que ele é, sem contar o apurado gosto musical, a categoria, a cultura. Meu pai sempre foi e ainda é meu grande mentor, meu ídolo, como outros que tenho, mas o Julinho com certeza tem lugar de destaque em minha vida."
O Julinho me ensinou muito, mesmo à distância, se você quiser saber um pouco mais dessa grande figura, confira no You Tube o documentário sobre sua história que foi parar sabe como na internet. Procure por 'Julinho Mazzei Universo DJ'. Está dividido em várias partes, dá para conferir em uma delas meus depoimentos também.
Espero que curtam o bom e velho Mazzei!!!
Abraços
Escrito por Ruy Balla às 16h55
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O desenvolvimento no mundo de todas as coisas é algo fascinante, nada é feito aos saltos, com rapidez absurda, pela lei Divina não existe privilégio para nada nem para ninguém.
Uma árvore cresce pouco a pouco, folha a folha.
Um jardim se forma através de peuqenas sementes.
Uma grande obra, tijolo a tijolo.
Uma peça de roupa tem milhares de fios que a completam.
Uma avenida é asfaltada metro a metro.
E assim as coisas são...
Nós também somos assim, fomos crescendo pouco a pouco, nos desenvolvendo, de um jeito, de outro.
E em tudo que queremos na vida temos que pensar assim, tudo se faz dia a dia, pouco a pouco, num trabalho paciente e determinado.
Um grande amigo se forma em anos, um grande amor se conquista palavra por palavra, gesto a gesto.
Aquele livro espetsó é inteiro colocando-se letra por letra.
A carreira brilhante é feita com muitas gotas de sangue e suor, escorridas pelo tempo.
A vida em si é um processo renovador, as coisas mudam, se reformam constantemente.
Por isso mesmo nós devemos mudar também quando preciso, quando necessário for.
Mudar crenças, conceitos, rever e analisar o que pensavamos sobre esse ou aquele assunto, situação. Mas sempre aos poucos, gradativamente, no dia a dia.
Haverão percalços, obstáculos e confusões?
Sim, mas prossiga, não esmoreça.
O tempo tem apenas sessenta minutos por hora, que não param, nem diminuem, nem aumentam, tudo acontece como deve acontecer.
Renove-se, mude, creia, sempre a cada instante.
Guarde essa lição e caminhe para frente.
Devagar, mas sempre.
Escrito por Ruy Balla às 19h02
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Luta



As lutas em nossas vidas são diárias. Lutamos para ter saúde, para melhorar a situação, para sermos bons profissionais, para agradarmos a esta ou aquela pessoa.
Umas tem um peso maior do que outras, mas desde pequenos sabemos que é preciso lutar, brigar no bom sentido, para sermos melhores.
Mas às vezes isso pode ser meio enganoso. Não que lutar seja algo negativo, mas porque nesses "rounds" todos podemos atravessar a linha do que é o normal, do que é do bem, dentro do limite do respeito.
Não podemos brigar em hipótese alguma por coisas que destruam nossos semelhantes, que possam atrapalhar outras vidas, por mais que tenhamos sido desprezados, passados para trás, enganados. Não é assim que as coisas funcionam. Você pode ter ficado arrasado, mal mesmo, mas deixe estar. Não estamos aqui para fazer acertos de contas nos tormentos da vida, pois eles estão ai, desde que o mundo é mundo, desde que os homens existem.
Temos que ser fortes e ai assim brigar pra valer, contra as injustiças, contra as maldades, as crueldades e (ai sim também) lutar por nossas crenças, objetivos. Com determinação e fé, com força e com coragem.
Tudo pode parecer muito bacana num texto assim, num blog, pois é fácil falar, não é? Agir com prudência em alguns casos pode parecer impossível. Quem já não quis fazer isso ou aquilo com raiva, por vingança de algo que ocorreu. É normal o sentimento. Só que na resignação, no silêncio reflexivo precisamos nos equilibrar e agir corretamente. Infelizmente (ou felizmente) TEM QUE SER ASSIM! Tantas vidas seriam poupadas, pessoas não seriam enganadas, amores e famílias não seriam destruidas se fosse assim.
E vamos continuar lutando , para que a justiça divina prevaleça sobre tudo e sobre todos.
Ore, analise, pensa reflite, acima de tudo ame.
A luta do bem só te trará vitórias.
p.s.:Nas fotos alguns heróis do cinema que lutaram muito...na ficção e na vida, só para descontrair e lembrarmos bons momentos. Poderia ter uma foto sua ali???
De cima pra baixo:
Stallone como Rocky Balboa, no filme de mesmo nome, o Sexto da saga. Ícone dos lutadores no cinema
Depois Hilary Swank, em "Menina de ouro", lição de vida, grandes atores juntos (Clint Eastwood, Morgan Freeman), um filme sensacional e emocionante.
E a terceira é de um grande boxeador, Sugar Ray Leonard, numa luta memorável, uma das maiores de todos os tempos, com Marvin Hagler em 1987.
Escrito por Ruy Balla às 16h24
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Justificativa
Nunca se justifique para ninguém. Porque a pessoa que gosta de você não precisa que você faça isso, e quem não gosta não acreditará.
Não deixe que alguém se torne uma prioridade em sua vida, quando você é somente uma possível opção na vida dessa pessoa. Relacionamentos funcionam melhor quando são equilibrados.
De manhã quando você acorda, você tem simplesmente duas opções: voltar a dormir e a sonhar ou levantar e correr atrás dos seus objetivos. A escolha é sua.
Nós fazemos chorar aqueles que cuidam de nós. Nós choramos por aqueles que nunca cuidam de nós. E nós cuidamos daqueles que nunca vão chorar por nós. Essa é a vida, é estranho mas é verdade. Uma vez que você entenda isso, nunca será tarde demais para mudar.
Não faça promessas quando você estiver alegre. Não responda quando você estiver triste. Não tome decisões quando você estiver zangado. Pense duas vezes…. Seja esperto.
O tempo é como um rio. Você nunca poderá tocar a mesma água duas vezes, porque a água que passou nunca passará novamente. Aproveite cada minuto da sua vida…
Se você continuar dizendo que está ocupado, então você nunca estará livre.
Se você continuar dizendo que não tem tempo, então você nunca terá tempo.
Se você continuar dizendo que fará isso amanhã, então o amanhã talvez nunca chegue.
Não sei o autor, mas pode servir para você.
Como diz um ditado árabe que conheço:
"Nunca se justifique, os amigos não precisam e os inimigos não acreditariam"
Beijos e fiquem com Deus!
p.s.: a foto é de um de meus ídolos, o único que me fez chorar por sua morte, o mestre da soul music Marvin Gaye, foi assassinado em 1984 pelo pai num crime sem justificativas. Ele disse certa vez: "Não preciso justificar para meus fãs o que faço, como faço e porque faço, minhas músicas falam por mim". Com certeza!
Escrito por Ruy Balla às 15h42
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O que pensar...
O que devemos pensar sobre a onda de violência que assola o mundo?
É difícil, pare por alguns segundos, poucos mesmo...
Pensamos no descaso das autoridades, do governo que não toma providências, na polícia mal equipada e despreparada na sua maioria, nas instituições corretivas que não ajudam, só deterioram mais quem por lá passa, no tráfico.
Só que esquecemos de um detalhe importante : a cabeça das pessoas.
Como conseguir compreender o que passa nas cabeças de cada ser, dentro de seu EU , de sua individualidade, em sua alma. Não dá mesmo.
É por isso que para muitos é imcompreensível um ser humano matar outro à sangue frio, ou premeditadamente. Ou tramar a destruição de uma família , de relacionamentos, de vidas com muito para serem vividas.
Não dá para entender como alguém pode simplesmente manter uma criança ( ou adolescente ) em casa sendo torturada, como fazia a empresária de Goiás e que inundou os noticiários. Ou como alguém pode violentar uma criança, ou tirar a vida de um ser no começo de sua caminhada.
Estamos sendo bombardeados pelo caso Isabella nos últimos dias. Uma menina que na inocência de seus 5, 6 anos teve sua existência abreviada prematuramente.
O que dizer e pensar sobre isso? Como alguém pode fazer o que fez com ela da maneira que nem preciso falar aqui???????
Mas o pior é que temos muitas "Isabellas" sendo assassinadas, torturadas, destruídas no Brasil e no mundo. Esse caso particularmente teve uma exposição gigante, mas o que dizer dos que ficam ocultos, que não chegam a mídia e ao grande público?
A sociedade repudia com veêmencia esses atos, se choca, mas precisa lutar para que a justiça seja mais efetiva, que puna com mais rigor casos assim.
Temos que exigir do governo que medidas sejam tomadas, que leis sejam mudadas, que algo seja feito.
Ou outras crianças, jovens, adultos, seres humanos enfim, terão suas vidas abreviadas assim...de graça.
Ninguém tem esse direito!
Nem quero culpar 'esse' ou 'aquele', não posso ser pretencioso, leviano, acusar sem saber. Mas as pessoas ou a pessoa que fez isso (e quem age assim) paga, e muito caro.
No fundo acho que agem assim por falta e ausência de amor.
Somos aprendizes aqui na Terra, tentamos, acertamos, erramos demais, mas temos que aprender, como sempre digo, a ser pessoas cada vez melhores , dignas do dom da vida.
O brilho dessa pequena vai estar lá em cima, para a eternidade. Seu sorriso, suas brincadeiras, suas paixões.
Num momento de paz ela se foi, deixa um vazio para muitos, mas um buraco no mundo por ter sido vítma de nem sei bem o que. Vitma de uma cabeça, de um ser humano que jamais conseguiremos compreender.
É uma pena, que esteja com os anjinhos e amparada por Jesus.
Beijos a todos.
Escrito por Ruy Balla às 17h03
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Acredite sempre!
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Nossa vida é uma eterna luta, uma briga mesmo. Vivemos num "ringue" lutando, (apanhando ou batendo no bom sentido,claro) suando, sangrando...
Mas não podemos deixar de acreditar, e principalmente de viver bem.
E para viver bem, espere sempre o melhor.
Treine sua mente para isso.
Faça afirmações diárias, fale para as outras pessoas que tudo vai muito bem, visualize sempre coisas favoráveis.
Viva num clima de otimismo, de tal forma que todos ao se aproximarem de você sintam sua energia.
Os vencedores são aqueles que apesar dos fracassos, acreditaram em si, tiveram fé e realizaram seus objetivos.
Não tenha dúvida quanto a isso: O melhor da vida ainda está para acontecer...em todos os momentos.
As boas coisas do passado, agradeçamos.
Aos desafios que virão, esperemos, firmes e fortes.
Excelente final de semana e realize-se!
Beijos
Escrito por Ruy Balla às 17h46
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Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.
É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.
Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente.
Um dia se assentam perto de você na varanda e dizem uma frase de tão madura que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.
Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme da escolinha?
Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos. Essas são as nossas filhas, quase mulheres.
Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração.
Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto. Essas são as filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros.
Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.
Longe já vai o momento em que a primeira menstruação foi recebida como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, do inglês. Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Só nos resta dizer “bonne route, bonne route”, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela.
Deveríamos ter ido mais vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, posteres e agendas coloridas de pilô. Não, não as levamos suficientemente ao parquinho, ao shopping, ao teatro infantil, ao cinema, não lhes demos suficientes hambúrgueres, cocas e batatinhas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.
Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo o nosso afeto.
No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais na montanha terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.
O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.
Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.
Curtam os filhos, se você ainda não tem, não se esqueça desse texto quando tiver.
Obrigado ao mestre Afonso Romano de Sant'Anna pelo texto especial.
Abraços e beijos!
Valeu pelos comentários de todos!
Escrito por Ruy Balla às 10h13
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Clássico

Era a primeira vez que meu irmão iria no Pacaembú. Logo num clássico, acredito que o primeiro Palmeiras e Corínthians da vida dele.
Tarde fria de inverno, anos 80, saimos de casa a pé, pois moravamos próximos. E conversando, aquele molecote querendo saber tudo, como era o estádio. Ele somente conhecia o Palestra Itália, desde pequenino eu já o levava para ver o jogos do Verdão.
No caminho os ônibus iam passando e os corinthianos xingavam aquela figurinha , acredite se quiser, mas futebol tem dessas coisas. Mão grudada na minha, camisa do time, empolgação a mil.
Chegamos bem antes, estádio ainda enchendo. De repente a parte da torcida que ficamos na arquibancada ficou totalmente tomada. Quase nem tinhamos espaço para assistir ao jogo. Eu dava um jeitinho para aquele pequenino não perder nenhum lance, ele não parava de perguntar, de falar, comentar, parecia uma máquina: "Ruy o que é aquilo?", "Ruy por que a torcida do Palmeiras fica aqui?", "Ruy onde é o vestiário???", e por ai foi.
Pipoca, refri, amendoim, sorvete, ele topava tudo, mas não desgrudava os olhos de tudo ao seu redor. Ligado e hipnotizado pela magia daquele ambiente, que nem ele imaginava, seria parte fundamental de sua vida.
O jogo começa, aperto aqui, ali, e assim foi, ele xingava o árbitro, os adversários, e todo mundo ao redor ria muito. Ele era uma espécie de amuleto para os torcedores por onde passava. Um símbolo sem exageros mesmo.
O Palmeiras marcou, e na loucura de pulos, gritos, extravasando, perdi o moleque... Meu Deus, fiquei doido, olhei para cima, baixo, para um lado para o outro, e nada.
Quando comecei a me desesperar o pessoal de uns 6 degraus abaixo do nosso veio trazendo o moleque nos braços, como se fosse um troféu. Como um campeão que acabava de ganhar um título. E ele todo figura, sorriso em êxtase, feliz toda vida.
Nem consegui dar uma bronca, ele começou a explicar que foi descendo, comemorando. Mas imagina ele tinha uns 6 anos no máximo.
O jogo ficou em 1X1, ele perguntou muito mais, quis saber tudo, queria ser o último a sair do estádio. E assim foi, voltamos rindo, conversando, comentando. Aquela pequena mãozinha grudada na minha, segurando mais forte que na ida. Acho que ele apertava assim forte como que agradecendo pela tarde, pelo jogo, por tudo.
Aos poucos quando ele foi crescendo , fomos muitas vezes aos jogos juntos, mas a saudade da época que ele era pequenino é grande.
Sei que eu era seu ídolo, com o perdão da pretensão, sei o quanto ele me admirava, sei o quanto minha palavra valia para ele...
Perdermos nossos ídolos é o normal da vida, não perdermos um fã.
Ainda mais se ele for seu irmão mais novo.
Essa é uma das muitas histórias dele, que faz muita falta em minha vida.
Meus pais são guerreiros, muitas vezes nem acredito que estão de pé.
Nem mesmo eu, por tudo o que meu irmão significou para mim.
Não iremos assistir a mais nenhum Palmeiras e Corinthians juntos novamente, como vários Palmeiras e Vasco que deixei de assitir junto do Paulão, meu outro irmão,
Mas sei que eles estarão sempre em meu coração, em minha memória por tudo o que vivemos. Ali com sua mãozinha grudada na minha.
Sinto muito sua falta meu irmão querido, como já sentia pelo Paulo , mas continuo torcendo sempre pensando em você.
Tenho certeza que em muitos momentos você aparece para mim, de alguma maneira.
Para as duas estrelas mais brilhantes do céu, todo meu amor e saudade!
Que Deus os abençoe!
Escrito por Ruy Balla às 10h20
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O Cara!!!

Eu gosto sempre nessas datas, como a Páscoa lembrar o que é verdadeiramente, o que elas significam.
Celebramos a Paixão de Cristo, desde sua condenação, crucificação, morte e ressureição. Fora todo o sofrimento que ele teve.Por nós, para a humanidade.
Mas celebramos seu renascimento para a vida eterna
Renascimento, é disso que estamos falando.
Veja o exemplo do Homem de Nazaré, viveu com muita simplicidade, enfrentou nos seus 33 anos, conflitos, dificuldades, N problemas. Passou por cima de tudo, se tornou um grande Homem, mais do que isso, se tornou um símbolo.
De determinação, de liderança, de amor, ajuda, abnegação, de perdão...
Foi massacrado por uns, seguido por outros, sentiu o doce sabor das realizações para o bem de muitos irmãos, e a acidez e o amargor da traição e da indiferença. mesmo que você não acredite em nada de sua trajetória, que não aceite o Cristianismo, tem que concordar que Jesus foi ( e ainda é ) o maior de todos os homens que passaram por aqui.
Falível? Claro que deveria ser.
Problemático? Também.
Difícil? Talvez tenha sido em algumas coisas.
Afinal mesmo tendo sendo o filho do Pai maior, ele era de carne e osso. Gente como a gente.
Podemos nos comparar a ele? Os mais fanáticos dirão: "Jamais, em tempo algum"
Eu digo: Sim, claro que sim!!!
Passamos por muitas em nossas vidas, nem sempre é fácil se livrar delas e nem podemos comparar nossas dificuldades com as dele.
Mas acredito que quase nenhum de nós fez coisas perto do que Ele fez.
Poucos abririam mão de coisas que Ele abriu, ou teriam atitudes que Ele teve. E mesmo com todo o sofrimento, jamais abandonou seus princípios, seus ideais, para salvar a humanidade? Sim, mas muito mais para nos ensinar como sermos seres humanos completos, dignos.
Por que comparar nos a Ele então?
Por termos que lutar sempre, não esmorecer, não abandonar os irmãos, não deixar de amar nem de perdoar.
Porque precisamos buscar forças quando elas estiverem fora de nossas mãos.
Temos que ultrapassar os obstáculos que estão a nossa frente, atravessar os desertos de incompreensão, carregar as cruzes que temos que carregar.
Ouvir o que é preciso sem ofender, aceitar os "tapas" que levamos e seguir.
Ver em tudo o lado bom e positivo.
E honrar nossa fé.
Porque temos que encarar a vida com amor, com paz e felicidade.
Porque temos que ter FÉ mesmo!
Doação, algo divino? Não, algo que temos que fazer mais. Nos doando por completo.
Como Ele se doou.
Por nós.
Como devemos fazer por todos.
Vamos Renascer, buscar uma nova fase, com determinação, com amor.
Feliz Páscoa e que Deus ilumine sua família, sua vida e que você se espelhe mais em Jesus.
Ele foi (e é) O CARA!!!
Você pode!
Beijo
Escrito por Ruy Balla às 18h50
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Três árvores
Havia no alto de uma montanha três árvores que sonhavam o que seriam depois de grandes.
A primeira, olhando as estrelas disse: "Eu quero ser o baú mais precioso do mundo, cheio de tesouros."
A segunda, olhando o riacho suspirou: "Eu quero ser um navio grande para transportar reis e rainhas."
A terceira olhou para o vale e disse: "Quero ficar aqui no alto da montanha e crescer tanto que as pessoas, ao olharem para mim, levantem os olhos e pensem em Deus."
Muitos anos se passaram e, certo dia, três lenhadores cortaram as árvores.
Todas três ansiosas em serem transformadas naquilo que sonhavam. Mas, os lenhadores não costumavam ouvir ou entender de sonhos... Que pena!
A primeira árvore acabou sendo transformada em um cocho de animais, coberto de feno.
A segunda, virou um simples barco de pesca, carregando pessoas e peixes todos os dias.
A terceira, foi cortada em grossas vigas e colocada num depósito.
Então, todas perguntaram desiludidas e tristes:
- Por que isto?
Mas, numa bela noite, cheia de luz e estrelas, uma jovem mulher colocou seu bebê recém-nascido naquele cocho de animais. E de repente, a primeira árvore percebeu que continha o maior tesouro do mundo.
A segunda árvore acabou transportando um homem que terminou dormindo no barco, mas quando a tempestade quase afundou o barco, o homem levantou-se e disse "PAZ !". E num relance, a segunda árvore entendeu que estava transportando o rei do céu e da terra!
Tempos mais tarde, numa sexta-feira, a terceira árvore espantou-se quando suas vigas foram unidas em forma de cruz e um homem foi pregado nela. Logo, sentiu-se horrível e cruel. Mas, no domingo seguinte, o mundo vibrou de alegria. E a terceira árvore percebeu que nela havia sido pregado um homem para salvação da humanidade e que as pessoas sempre se lembrariam de DEUS e de seu FILHO ao olharem para ela.
As árvores haviam tido sonhos e desejos... mas sua realização foi mil vezes maior do que haviam imaginado.
Portanto, nunca deixe de acreditar em seus sonhos, mesmo que aparentemente eles sejam impossíveis de se realizar.
Perfeito, profundo e verdadeiro, acredite em você!
Escrito por Ruy Balla às 17h36
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Seja você

Em qualquer situação da vida seja você, sempre! Não tente ser outra pessoa. Temos que ser transparentes, mostrar nossa identidade real em todos os momentos. Infelizmente o ser humano é cheio de máscaras, de personagens que atrapalham sua vida sem dúvida.
Já enfrentei muitas vezes pessoas assim, algumas delas eu sabia que eram assim, outras não. Me magoei, fui enganado, mas nunca deixei de acreditar nas pessoas. Afinal somos falíveis, todos nós. Eu sei e reconheço as minhas, acho que o mais importante é reconhecermos nossas falhas e erros. Só assim podemos crescer.
Seguimos vendo a cada dia mais e mais pessoas que se "escondem" em multiplas personalidades, vemos a banalização dos seres em Reality shows, nos jornais, na TV em geral, no trabalho, na vizinhança. Claro que não é o motivo principal, mas essa falsidade, essa ideologia descontrolada interna em cada um de nós, acaba gerando um mundo mais violento.
Será exagero de minha parte??? Não, não mesmo.
Por isso volto a falar, seja VOCÊ! Não importa o que, onde, como for. Mantenha uma postura, educação, cortesia, mas seja sincero. O personagem do Luis Fernando Guimarães, "Super sincero", que passa no Fantástico, é um estereótipo de como as pessoas deveriam agir, com sinceridade. Lógico que a pegada do humor traz os exageros ao personagem, mas é legal. Seria muito louco se todos falassem o que acham, o que pensam sobre isso ou aquilo, sem medir nada. Ou talvez fosse o caos total.
Enfim, procure a sinceridade em suas atitudes, em sua vida. Seja uma pessoa mais solta, mais objetiva. Isso te fará crescer, eu venho aprendendo muito com isso.
Seja VOCÊ, mesmo que no início se complique, tenha dificuldade, mas mostre seu verdadeiro interior. Sem magoar, sem ofender, com o bem e amor nas atitudes. Você só tem a ganhar. Esteja certo disso.
Positividade sempre na sua vida!
Super semana de muita sinceridade pra você!
Escrito por Ruy Balla às 14h44
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O DJ, essa figura...

Desde quando comecei a trabalhar em rádio tive muitos amigos DJs, e como toda amizade, muitos legais, outros nem tanto. Mas sempre essas figuras fizeram parte de minha carreira, de minha vida. Até porque sempre gostei da função, do cara que deixa a galera enlouquecida nas pistas (nem sempre também), que lança as novas, etc,etc.
Quando era novo ia aos Clubs, boates, discotecas, danceterias, e sempre ficava observando os DJs. Muitas vezes chegava e perguntava algo, o nome daquele som, quem cantava, somente anos depois fui sacar que os caras não curtem muito essa "perturbação".
O DJ precisa estar ligado, concentrado, os melhores que conheci ficam assim, meio que hipnotizados, trabalhando focados no que está acontecendo com a pista. Certos estão eles, teria que ser assim com todos, mas deixa isso pra outro texto.
O primeiro grande amigo DJ que tive foi uma figura chamada Serginho "Mora", lá na Rádio Clube de Ribeirão, onde comecei. "Mora" era (e ainda é) um daqueles caras apaixonado por música, colecionador, compenetrado, com um excelente gosto musical. Lembro que perguntava tudo a ele, técnicas, detalhes, edição, ele era o DJ e operador da rádio na época. E o mais legal é que ele tinha paciência para mostrar. Fizemos uma grande amizade, ele me ajudou muito. É uma excelente pessoa e grande profissional.
Desde então fiz grandes amigos que tocavam, Leonel Bosi que era o DJ do clube Recreativa, Tom, amigo e colega locutor, Waltinho Ponce outra figura com quem fiz várias parcerias. Todos grandes profissionais em Ribeirão Preto e que me marcaram.
Quando morei em Portugal o DJ da rádio era o Jorginho, se você visse a figura diria que ele é qualquer coisa, menos DJ. Hoje a fera é um dos grandes produtores lusos. E me ensinou muito também.
Sempre dei minhas "tocadas", junto com os amigos, em festas que eles me passavam, em casa...Me considero um pouco DJ também, adoro "virar", uma época era até um vício fazer sequências.
Quando tinha uns 16 anos comecei com meu irmão e mais um amigo uma "equipe" para locar som e luz para festas. Imagina tinhamos uma Luz Nwegra, um Estrobo e uma ripinha de madeira com 6 lâmpadas coloridas em sequência que piscavam graças a pastilhas colocadas no soquete. Era hilário, mas fazia um efeito legal. Eu e meu irmão eramos os DJs e os 2 discos "New Yor City Discoteque" (sei que Memê também usou muito esses vinis também) da boate de sucesso no Rio, eram nossos aliados. "Mixavamos" do vinil para o cassete, era uma "cruzada" de música, samba total, depois aprendemos mais, só que no início era assim, e vamos em frente, baladas, disco, funk, rock...também o resto dessa história fica para uma outra vez.
Em São Paulo quando cheguei na Transamérica tive a oportunidade de fazer uma amizade com um dos caras que eu mais admirava: Silvio Calmon. Ele foi fundamental para eu estar na Transamérica em 1994. O Silvio me indicou por um piloto que havia mandado para o Julinho Mazzei...depois eu conto essa história.
Com o Silvio conheci Granmaster Ney (um dos melhores DJs de Black do Brasil), Irai Campos (outra figura), Ronaldo Gasparian e ai fui conhecendo uma galera da área, Memê, Rodrigo Vieira,Gregão (meeens!) Guedes, Silvio Muller, Ronaldinho, mais recentemente Rubinho, Celsinho, Silvinho, Betão, Tubarão, Daniel Marques.
Tive mais amizades com alguns, mas todos sempre foram importantes para minha vida. Admiro os DJs por N razões, hoje apesar de achar que muitos que começaram há pouco pensam somente no status, na grana e são muito egocêntricos. Mas eles fazem parte da cultura musical de nosso país.
Lembro bem de uma época em que ia na Zoom em Santos e curtia o saudoso Ricardo Lamounier tocando. Aquilo era um show, rolava a abertura com uma clássica, luzes todas sincronizadas, eu babava mesmo. Se não me engano o Lamounier ia para abrir as boates Zoom em todo o Brasil. Ficava um tempo e depois voltava para o Rio. Que artista, roupas brilhantes, estilo "cool", desligadão, tocando só sucessos, ousando, inovando. Ele era o cara, ele dava show.
Numa próxima conto um pouco dos DJs que vi tocar, nas matinês, nos Estados Unidos, nos shows do Chic Show, Black Mad no Palmeiras que fui muitas vezes, dos DJs de rap e hip hop dos anos 80, quanta história.
Os DJs sempre tiveram importante papel na música nacional e em minha vida, obrigado aos amigos de fé que tive e tenho nessa profissão, que Deus abençoe a todos!
Beijos
Escrito por Ruy Balla às 15h46
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Michael Jackson "Thriller"

Meu grande mestre do rádio, o monstro Julinho Mazzei, tem um super blog muito bacana. Sempre que posso dou uma passada por lá, confiro os sons, os textos, as histórias dele que marcou o rádio brasileiro.
O Julinho colocou esta semana um texto sobre o Michael Jackson, o rei do pop, e a celebração dos 25 anos do álbum fenômeno "Thriller". O disco saiu no final de 82 e ainda hoje é referência para produtores, artistas, fãs de várias gerações e o que é melhor : ainda encanta pra valer!
Como Julinho pediu para postarmos histórias nossas envolvendo o disco, resolvi colocar a minha aqui.
Janeiro de 83, em pleno verão brasileiro, enquanto muitos amigos iam para o litoral curtir, passar suas férias, eu então com 16 anos estava por aqui, em São Paulo. Mas feliz, pois estava fazendo uns "bicos" para meu pai, pagando contas, entregando documentos, meio que quase um office boy. Isso tudo fazia junto de meu irmão Paulo, e tinhamos o mesmo objetivo : guardar grana para comprar alguns vinis. Mais precisamente o "Thriller" de MJ.
Fomos logo após o ano novo nas lojas do cntrao da cidade para tentar achar o nosso objeto de desejo. Entra e sai, entra e sai, e a resposta era a mesma: "Ainda não recebemos...", "Talvez chegue semana que vem...". Já ouviamos nas rádios o primeiro single "Wanna be started somethin'', mas só de imaginar que poderíamos ter as outras que incluiam "The girl is mine", "Beat it","Billie Jean" e "Thriller", isso não refrescava em nada nossa sede pelo disco.
Até que numa loja famosa da época ( e mais cara também), veio a luz: "Olha, se vocês forem na loja do Shopping Iguatemi, vocês conseguem"
Que dúvida, fomos voando pra lá, um , dois ônibus e pronto, mas o desespero bateu quando vimos uma patricinha no caixa pagando pelo último exemplar da prateleira. Corri para um dos vendedores e implorei "Me arruma o novo do Michael...". O cara muito ironicamente me disse," Que Michael, o Jackson??? Só se for o Michael Macdonald, Michael da Silva, sei lá..." Esse era o problema de alguns dos vendedores de lá, meio metidos, enfim. A moça do caixa sentiu nosso desespero e tristeza e me chamou dando uma dica valiosa " Eu acho que na loja do shopping Ibirapuera eles tem o disco, corre lá".
Vamos embora e direto para o Ibirapuera : "Tem o 'Thriller'???", o vendedor respondeu tinha até uns 20 minutos...
Tarde demais para nós, mas... "Vou receber uma leva amanhã, mas tem que chegar na hora, umas 13 horas, não posso reservar esse disco para ninguém, normas da empresa", eu falei, "Sem problemas, amanhã estaremos aqui".
Imagina se não iríamos chegar às 11 horas.Enfim a hora chegou e nada dos discos, uma hora, duas horas, quase 4 horas depois vejo um entregador chegar com uma caixa parda. Eram os discos do Michael.
Lembro de estar na loja e ver o vendedor tirar o primeiro e me chamar: "Aqui seu disco do Michael, não sei por que todo mundo está fazendo tanta festa em cima desse álbum, acho que não vai virar nada".
Meu Deus, pobre vendedor, nem imaginava que acabara de falar a maior besteira musical de toda sua vida. "Thriller" foi (e ainda é) um marco na história da música. Não só pela produção refinada do mestre Quincy Jones, ou por ter um dueto com o Beatle Paul McCartney, ou por conter músicas para dançar , curtir uma fossa, cantarolar... Mas sim por ser o início de uma era da música Pop. O início do reinado de Michael Jackson. Vendendo milhões, shows espetaculares, clipes fantásticos (sim, ele também revolucionou o mundo assim). Aliás MJ foi o cara que ajudou a MTV ser o que ela é hoje, não tenha dúvida.
Saimos da loja e nem me lembro quantas vezes seguidas ouvimos juntos todas as músicas naquele dia, noite, madrugada. Lembro que nem dormimos direito, cada vez que acabava, voltavamos o disco e (bem baixinho) iamos discutindo, eu e meu irmão, aquele trecho, aquela batida, a letra. Bom demais!
Foram praticamente duas décadas de MJ, de grandes sons, histórias, inovações, mas também de polêmicas, problemas e casos mal resolvidos.
Michael foi e ainda é um gênio, basta ouvir os seus "filhos" musicais nos últimos tempos ( mais recentemente Ne-Yo, Chris Brown), basta conferir as produções de R&B, soul, até de rap e pop, dessas últimas décadas para sentir sua influência. Como se "Thriller" tivesse sido lançado ano passado.
Todo mundo envolvido na música desde 1982 tem alguma ligação com "Jacko", pergunte para saber.
Tive outras histórias legais com MJ mas conto numa próxima, me desculpem, pois agora vou ouvir meu CD "25 anos de Thriller".
Obrigado por ter existido, Michael, obrigado por suas músicas terem feito parte fundamental de minha educação musicla e de minha vida!
Escrito por Ruy Balla às 15h17
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